Archive for the ‘Photo’ Category

“There’s just this for consolation: an hour here or there when our lives seem, against all odds and expectations, to burst open and give us everything we’ve ever imagined, though everyone but children (and perhaps even they) know these hours will inevitably be followed by others, far darker and more difficult.” (p. 225)

[The Hours] Michael Cunningham (1998)

– a promessa da felicidade est√° numa lembran√ßa do passado –

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[lost paradise] Luceni Hellebrandt (MVD fev 2014)

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[domingo] Luceni Hellebrandt (2017)

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Treze raz√Ķes

N√£o vejo treze raz√Ķes. destaco apenas uma, que me pegou. Nostalgia. Estou bem a par das cr√≠ticas que a internet est√° discutindo a respeito da new hype netflix serie, como por exemplo as cr√≠ticas negativas por ignorar o conselho da OMS de glamorizar o suic√≠dio e ignorar o efeito Werther, como tamb√©m os benef√≠cios de que finalmente est√° se discutindo este tema entre pais, filhos e ambiente escolar. Exalto a import√Ęncia que a s√©rie destaca ao colocar o bullying como linha de fundo que guia a discuss√£o do que pode impactar na vida de uma pessoa em seu momento mais fr√°gil, a adolesc√™ncia, e por este fato, acho que a s√©rie √© louv√°vel.

Apesar desta discuss√£o mais ampla, amparada na repercuss√£o da sociedade, tendo a tomar o particular e evidenciar o que a s√©rie tem significado para mim, e quais reflex√Ķes tem me causado.

Nostalgia. Foi por este sentimento que a netflix me fisgou Hoje encontrei um aparelho de som na minha casa que possui um deck de cassete e meu instinto primeiro foi o de tentar abrir o deck com um toque‚Ķmaldita gera√ß√£o do toque‚Ķque surpresa ao me deparar com o bot√£o eject, fazendo ent√£o se tornar um gatilho (n√£o os que outras pessoas temem, antes de decidirem assistir a s√©rie). Aquele bot√£o, pression√°-lo para abrir o deck, ouvir o barulho, v√™-lo ativar a porta da fita abrindo‚Ķ acredito que fazia pelo menos uma d√©cada que ouvi estes sons t√£o cotidianos uma vez em minha vida‚Ķsim, eu era uma adolescente que viva de headphone quando eles n√£o eram populares, e que gastava boa parte da ‚Äėmesada‚Äô em pilhas para o walkman.

Esta lembran√ßa nost√°lgica me conectou com o primeiro epis√≥dio em que o protagonista (vivo?) da s√©rie enfrenta dificuldade em entender o funcionamento de um dispositivo ‚Äúultrapassado‚ÄĚ, um boombox (que por essas bandas de c√° cham√°vamos de microsystem, eu acho‚Ķ).

Mas, definitivamente, o gatilho veio hoje, assistindo o terceiro epis√≥dio. Ao final do epis√≥dio Clay clipa em sua cal√ßa o walkman. Ah gesto t√£o repetido na minha adolesc√™ncia‚Ķ senti verdadeira saudade de fazer este gesto, que era t√£o natural‚Ķpassei mesmo minutos refletindo se eu teria algum dos meus wlakmans ainda funcionando, e onde deveria estar ‚Äúguardado‚ÄĚ. Mesmo este sendo o momento nost√°lgico mais importante da s√©rie at√© agora (eu assisti apenas aos primeiros 4 eps), eu ainda acho que o que define a nostalgia da s√©rie s√£o as diversas pedaladas que Clay faz pela cidade onde mora, a qualquer hora do dia ou da noite, no meio da rua, sem se preocupar com um tr√Ęnsito violento ou o assalto e iminente roubo de sua bike.

Como decaímos tão rápido? De uma hora pra outra não podemos mais pedalar pelas nossas ruas, sem medo. De uma hora pra outra esquecemos como usar um aparelho de cassete, acostumados à portabilidade leve. De uma hora pra outra, passamos de adolescentes que entendiam todo aquele universo para adultos que nem lembram mais como as paredes de banheiro são carregadas de insultos.

O suic√≠dio permanece um tabu. Como qualquer tabu, ele tem este status porque n√£o √© discutido. Porque tendemos a colocar um tapete em cima. Seria t√£o mais simples se todas as pessoas soubessem que ter estes sentimentos √© muito mais ‚Äúnormal‚ÄĚ do que a sociedade deixa transparecer. Olhando para tr√°s, tive muita sorte de ter pessoas que me disseram que este sentimento lhes era familiar e, acredito, juntas passamos por isso‚Ķao menos em nosso momento mais vulner√°vel. N√£o subestimo este sentimento, alojado no canto mais obscuro do meu ser, mas sei que n√£o estou no meu momento mais vulner√°vel e suscet√≠vel. Acredito que, ao inv√©s de colocar um tapete em cima, o mais correto seria dizer que isto acontece, √© normal, voc√™ n√£o √© freak por pensar que a alternativa menos dolorida √© cruzar a linha. Tudo bem sentir isso. E o mais importante‚Ķtem gente que j√° sentiu isso e at√© continua sentindo, mas que continua aqui e pode te ajudar.

N√£o tenho treze raz√Ķes, mas aprendi (thank you Shirl) que o truque √© continuar respirando‚Ķsimples assim, um dia ap√≥s o outro (sem maiores expectativas, mas com uma ta√ßa cheia de um bom vinho tinto).

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[photo @ Schoreditch tube station РLondon / UK] Luceni Hellebrandt (2015)

[subculture] –

we look the same/we talk the same/we are the same/we are the same

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more:

Exactitudes

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[a vida social das coisas] Luceni Hellebrandt (2016)

 

*o título da foto foi inspirado na teoria apresentada por Arjun Appadurai no livro The Social Life of Things РCambridge University Press, 1988.

[Routine] Julien Douvier (2013)

Alan Watts on Death, animated short film

[Play for Today morningselfie] Luceni Hellebrandt (2015)

reflex - self portrait

[reflex – self portrait] Luceni Hellebrandt (2015)

A couple of days ago I took a trip with my girlfriend to some places in UK.
The place I was more excited to know was Manchester, for obvious music-passion reasons.
You can ignore my terrible face (not-so-terrible because of my dream-come-true smile) and see me in 5 important places in Manchester – the music Factory. ^^

Salford Lads Club

Salford Lads Club: where the legendary photo for the cover of “The Queen Is Dead” Smiths’ album was shooted.

(former) Fac 51 The Haçienda

(former) Fac 51 The Ha√ßienda: (was) a legendary nightclub, born place of “madchester” movement and acid culture.

Macclesfield Cemetery

Macclesfield Cemetery: Ian Curtis’ memorial stone.

King's Road 384

King’s Road 384: Morrissey’s old house.

The Iron Bridge

The Iron Bridge: mentioned in “Still Ill” The Smiths song.

@ Station RAI – Amsterdam

message

(I took this photo a couple of minutes ago, in a rainy Amsterdam’s day, while I was waiting for the metro)