Posts Tagged ‘Creativity’

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[domingo] Luceni Hellebrandt (2017)

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Bellow there is some quotes from Eric G. Wilson’s book “Agains Happiness: in praise of melancholy” (2008 – Sarah Crichton Books / 1st paperback edition in 2009):

“That’d finally it; happy types ultimately don’t live their own liver at all. They follow some prefabricated script, some ton-step plan for bliss or some stairway to heaven.” (p. 28)

“Once we accept these seasons of mental water as inevitable parts of our life – indeed, once we affirm them as essential elements of existence – then the paradox comes truly alive. We actually feel, in the midst of our sorrow, something akin to joy. […] We die into life.” (p. 37)

“[…] the sense that chaos is the original power of the universe, an indifferent reservoir out of which pairs of opposites arise.” (p. 49)

“Ever since the fifth century B.C., people had feared the most sinister of the four humors: melancholia, or black bile. In classical Greece, physicians like Hippocrates believes that the body was composed of four humors. These were cholera, phlegm, blood, and, of course, melancholia. According to the ancient theory, these humors dictated dispositions. A chronically irascible man suffered from much cholera. A tranquil individual possessed an overload of phlegm. A vigorous soul enjoyed a good quantity of blood. And a morose person was beset by a predominance of black bile.

This melancholy person was open to the most pernicious evils. He could turn misanthropic, fearful, despondent, nervous, or mad.” (p. 70)

“[…] the durable melancholia reveals the secret of joy while ecstasy unveils the core of gloom. Sensing this interdependence, we feel ready to move this way or that, light on our feet, untroubled by a desire to grasp that side or this. We can play in the middle.” (p. 84)

“[…]’chase away the demons, and they will take the angels with them.’” (p. 99)

“Indeed, you can experience beauty only when you have a melancholy foreboding that all things in this world will die. The transience of an object makes it beautiful, and its transience is manifested in its fault lines, its expressions of decrepitude. To go in fear of death is to forgo beauty for prettiness, that flaccid rebellion against corrosion. To walk with death in your head is to open the heart to peerless flashes of fire.” (p. 115)

“[…] Without melancholia, the earth would likely freeze into a fixed state, as predictable as metal. Only with the help of constant sorrow can this dying world be changes, enlivened, pushed to the new.” (p. 145)

Um café preto e umas constatações niilistas. #coffee #book #nihilism

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Against Happiness

 

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[knotberken] Vincent van Gogh (1884)

from: Van Gogh Museum

 

[subculture] –

we look the same/we talk the same/we are the same/we are the same

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Exactitudes

 

[aeromovie_1] Luceni Hellebrandt (2014)

 

O processo dolorido da Tese

Caos – desespero – estou atrasada para entregar minha Tese e cada minuto que passa, além do desespero aumentar, parece que estou andando na direção contrária.

Não quero mais saber do tema. Não tenho a mínima vontade. Pior que não sei se é só o tema. To com preguiça intelectual. Não quero pensar mais, nem ter que carregar a culpa de escrever, como se essa escrita, quando (se for) publicada, fosse uma verdade da qual eu jamais poderei discordar.

Dia após dia, tentando café, tentando corrida, tentando nadar, usando estes e outros artifícios para tentar voltar ao texto, forçar um foco. E tudo se dissipa.

Não consigo conectar nada. E já nem tenho tanto medo assim de me dar por vencida. De jogar tudo pro alto, dizendo foda-se. Na verdade, to escassa do sentir. Meu cérebro esgotado, mal consegue juntar duas sílabas para formar uma palavra. E, mesmo com tudo isso, só consigo reagir com um foda-se. To escassa do sentir.

Eventualmente, vai passar. Passo a passo, dia a dia, o texto vai surgir. (Será?) Lentamente, e fraco. Vai surgir. Preciso repetir como mantra, um spell, no desejo que se torne real e esta tortura acabe. Não é a primeira vez que o vazio toma conta de mim, justamente quando deveria estar cheia de palavras, para despejá-las sobre o texto, sobre a Tese. Mas não estou.

Tento todos os subterfúgios. Textos diferentes, livros divertidos, programas babacas na TV, seriados teen, interação com outros humanos – esta foi um erro, sempre me esgota -, ressacas gigantescas, pedaladas, piscina, exaustão física, mato, comida. Minha mente não renova. Meu cérebro não reseta. Tá quebrado. Todas as dicas válidas para outrem, para mim de nada adianta. Sleep deprivation, esta nunca falha – até esta falhou. E quando durmo – 2, 6, 10 horas – não faz diferença, acordo como se não tivesse pregado o olho.

Não é o caso de “você precisa desligar um pouco da Tese”. É justamente o contrário. Meu cérebro está totalmente desligado e não consigo reconectá-lo. Vou tentar uma volta ao campo, como último recurso, vou acompanhar o festival dia 2, desejando que o contato com o objeto de pesquisa (embora no calor desumano) me acenda alguma faísca e me faça engatar a discussão final e as conexões entre os capítulos.

Repito também, na esperança de motivação, duas afirmações: a de que o tema é importante para as pessoas pesquisadas, e a de que eu sou uma das poucas pessoas que pesquisam isto no Brasil. Estas afirmações deveriam me motivar, mas o combustível não é suficiente, pois elas estão carregadas de uma responsabilidade que me bloqueia ainda mais pelo medo de não corresponder às expectativas. Eu deveria ter feito diferente, com mais afinco, mas não posso enganar a mim mesma, eu não faria diferente. Não sou do tipo motivada e empenhada. Talvez eu tenha sido, em algum momento do passado, e isso me permite reconhecer o quão longe do ideal minha capacidade atual me permite chegar. De certa forma é triste, pois é como falhar comigo mesma. Tento listar os achievements para não ficar tão na bad, e valorizá-los. Foram bons, mas não me bastam. Uma cobrança imposta pela crença de ser especial, alimentada na infância. Uma dura falácia que até hoje eu não lido bem. De qualquer forma, nada disso pode ser usado como desculpa para minha incapacidade de concluir um compromisso que me propus.

É dolorido, e parece que todas as minhas energias são dispersadas em coisas fúteis, tipo este texto desabafo desnecessário (?). Se ao menos toda esta energia fosse unidirecional, focada em escrever um texto coeso, com sentido, conectado, e que apresentasse uma tese válida. Que dolorido processo, saber a teoria e não conseguir praticar.

Não há atalho, eu sei. O caminho é este. Dia após dia. Repetição. Paciência. Rotina (que minha natureza de eterna busca pelo caos não permite estabelecer). Atingir a concentração e produzir. (Believe me, esta é a conclusão motivacional do texto.)

Não consigo pensar em muitas coisas que toquem minha alma e movam minha vida tanto quanto a música. Na trilha sonora do dia a dia, algumas artistas atingiram um status tão importante na minha vida, ajudando a sobreviver em diferentes momentos. Para cada uma dessas mulheres fantásticas, gostaria de fazer um sincero agradecimento pessoalmente, felizmente para 2 eu  já consegui.

Iniciei o ano que morei em Amsterdam (nov/2014 – nov/2015) conhecendo uma pessoa fantasticamente criativa e culturalmente produtiva da atualidade, e encerrei meu período em terras europeias conhecendo outra musa inspiradora, ícone, de também grandioso destaque criativo.

Camille Berthomier (Jehnny Beth) e Patricia Lee Smith (Patti Smith), a meu ver, se assemelham em diversos aspectos da mais pura e sincera criatividade artística, com um ativismo inspirador e energético em tudo que se envolvem, mas, principalmente, se assemelham na bondade. Talvez, futuramente, se minha preguiça permitir, cada uma ganhe um post neste blog, pois a arte subversiva delas mexe com minha alma e forma parte do que sou.

As imagens do meu celular de péssima qualidade servem apenas como um registro para me lembrar dos momentos mágicos que pude compartilhar na presença delas, e da atenção com que ouviram o meu “thank you” e retornaram com sorriso no rosto e sinceridade, agradecendo a mim também.