Posts Tagged ‘Dark’

Bellow there is some quotes from Eric G. Wilson’s book “Agains Happiness: in praise of melancholy” (2008 – Sarah Crichton Books / 1st paperback edition in 2009):

“That’d finally it; happy types ultimately don’t live their own liver at all. They follow some prefabricated script, some ton-step plan for bliss or some stairway to heaven.” (p. 28)

“Once we accept these seasons of mental water as inevitable parts of our life – indeed, once we affirm them as essential elements of existence – then the paradox comes truly alive. We actually feel, in the midst of our sorrow, something akin to joy. […] We die into life.” (p. 37)

“[…] the sense that chaos is the original power of the universe, an indifferent reservoir out of which pairs of opposites arise.” (p. 49)

“Ever since the fifth century B.C., people had feared the most sinister of the four humors: melancholia, or black bile. In classical Greece, physicians like Hippocrates believes that the body was composed of four humors. These were cholera, phlegm, blood, and, of course, melancholia. According to the ancient theory, these humors dictated dispositions. A chronically irascible man suffered from much cholera. A tranquil individual possessed an overload of phlegm. A vigorous soul enjoyed a good quantity of blood. And a morose person was beset by a predominance of black bile.

This melancholy person was open to the most pernicious evils. He could turn misanthropic, fearful, despondent, nervous, or mad.” (p. 70)

“[…] the durable melancholia reveals the secret of joy while ecstasy unveils the core of gloom. Sensing this interdependence, we feel ready to move this way or that, light on our feet, untroubled by a desire to grasp that side or this. We can play in the middle.” (p. 84)

“[…]’chase away the demons, and they will take the angels with them.’” (p. 99)

“Indeed, you can experience beauty only when you have a melancholy foreboding that all things in this world will die. The transience of an object makes it beautiful, and its transience is manifested in its fault lines, its expressions of decrepitude. To go in fear of death is to forgo beauty for prettiness, that flaccid rebellion against corrosion. To walk with death in your head is to open the heart to peerless flashes of fire.” (p. 115)

“[…] Without melancholia, the earth would likely freeze into a fixed state, as predictable as metal. Only with the help of constant sorrow can this dying world be changes, enlivened, pushed to the new.” (p. 145)

Um café preto e umas constatações niilistas. #coffee #book #nihilism

A post shared by Luceni Hellebrandt (@hellebrandt) on

Against Happiness

 

17796645_10209413424878474_2961480476955595503_n

Treze razões

Não vejo treze razões. destaco apenas uma, que me pegou. Nostalgia. Estou bem a par das críticas que a internet está discutindo a respeito da new hype netflix serie, como por exemplo as críticas negativas por ignorar o conselho da OMS de glamorizar o suicídio e ignorar o efeito Werther, como também os benefícios de que finalmente está se discutindo este tema entre pais, filhos e ambiente escolar. Exalto a importância que a série destaca ao colocar o bullying como linha de fundo que guia a discussão do que pode impactar na vida de uma pessoa em seu momento mais frágil, a adolescência, e por este fato, acho que a série é louvável.

Apesar desta discussão mais ampla, amparada na repercussão da sociedade, tendo a tomar o particular e evidenciar o que a série tem significado para mim, e quais reflexões tem me causado.

Nostalgia. Foi por este sentimento que a netflix me fisgou Hoje encontrei um aparelho de som na minha casa que possui um deck de cassete e meu instinto primeiro foi o de tentar abrir o deck com um toque…maldita geração do toque…que surpresa ao me deparar com o botão eject, fazendo então se tornar um gatilho (não os que outras pessoas temem, antes de decidirem assistir a série). Aquele botão, pressioná-lo para abrir o deck, ouvir o barulho, vê-lo ativar a porta da fita abrindo… acredito que fazia pelo menos uma década que ouvi estes sons tão cotidianos uma vez em minha vida…sim, eu era uma adolescente que viva de headphone quando eles não eram populares, e que gastava boa parte da ‘mesada’ em pilhas para o walkman.

Esta lembrança nostálgica me conectou com o primeiro episódio em que o protagonista (vivo?) da série enfrenta dificuldade em entender o funcionamento de um dispositivo “ultrapassado”, um boombox (que por essas bandas de cá chamávamos de microsystem, eu acho…).

Mas, definitivamente, o gatilho veio hoje, assistindo o terceiro episódio. Ao final do episódio Clay clipa em sua calça o walkman. Ah gesto tão repetido na minha adolescência… senti verdadeira saudade de fazer este gesto, que era tão natural…passei mesmo minutos refletindo se eu teria algum dos meus wlakmans ainda funcionando, e onde deveria estar “guardado”. Mesmo este sendo o momento nostálgico mais importante da série até agora (eu assisti apenas aos primeiros 4 eps), eu ainda acho que o que define a nostalgia da série são as diversas pedaladas que Clay faz pela cidade onde mora, a qualquer hora do dia ou da noite, no meio da rua, sem se preocupar com um trânsito violento ou o assalto e iminente roubo de sua bike.

Como decaímos tão rápido? De uma hora pra outra não podemos mais pedalar pelas nossas ruas, sem medo. De uma hora pra outra esquecemos como usar um aparelho de cassete, acostumados à portabilidade leve. De uma hora pra outra, passamos de adolescentes que entendiam todo aquele universo para adultos que nem lembram mais como as paredes de banheiro são carregadas de insultos.

O suicídio permanece um tabu. Como qualquer tabu, ele tem este status porque não é discutido. Porque tendemos a colocar um tapete em cima. Seria tão mais simples se todas as pessoas soubessem que ter estes sentimentos é muito mais “normal” do que a sociedade deixa transparecer. Olhando para trás, tive muita sorte de ter pessoas que me disseram que este sentimento lhes era familiar e, acredito, juntas passamos por isso…ao menos em nosso momento mais vulnerável. Não subestimo este sentimento, alojado no canto mais obscuro do meu ser, mas sei que não estou no meu momento mais vulnerável e suscetível. Acredito que, ao invés de colocar um tapete em cima, o mais correto seria dizer que isto acontece, é normal, você não é freak por pensar que a alternativa menos dolorida é cruzar a linha. Tudo bem sentir isso. E o mais importante…tem gente que já sentiu isso e até continua sentindo, mas que continua aqui e pode te ajudar.

Não tenho treze razões, mas aprendi (thank you Shirl) que o truque é continuar respirando…simples assim, um dia após o outro (sem maiores expectativas, mas com uma taça cheia de um bom vinho tinto).

mindThegap_London

[photo @ Schoreditch tube station – London / UK] Luceni Hellebrandt (2015)

vangoghmuseum-d0364v1968-3840

[knotberken] Vincent van Gogh (1884)

from: Van Gogh Museum

 

 

[aeromovie_1] Luceni Hellebrandt (2014)

 

O processo dolorido da Tese

Caos – desespero – estou atrasada para entregar minha Tese e cada minuto que passa, além do desespero aumentar, parece que estou andando na direção contrária.

Não quero mais saber do tema. Não tenho a mínima vontade. Pior que não sei se é só o tema. To com preguiça intelectual. Não quero pensar mais, nem ter que carregar a culpa de escrever, como se essa escrita, quando (se for) publicada, fosse uma verdade da qual eu jamais poderei discordar.

Dia após dia, tentando café, tentando corrida, tentando nadar, usando estes e outros artifícios para tentar voltar ao texto, forçar um foco. E tudo se dissipa.

Não consigo conectar nada. E já nem tenho tanto medo assim de me dar por vencida. De jogar tudo pro alto, dizendo foda-se. Na verdade, to escassa do sentir. Meu cérebro esgotado, mal consegue juntar duas sílabas para formar uma palavra. E, mesmo com tudo isso, só consigo reagir com um foda-se. To escassa do sentir.

Eventualmente, vai passar. Passo a passo, dia a dia, o texto vai surgir. (Será?) Lentamente, e fraco. Vai surgir. Preciso repetir como mantra, um spell, no desejo que se torne real e esta tortura acabe. Não é a primeira vez que o vazio toma conta de mim, justamente quando deveria estar cheia de palavras, para despejá-las sobre o texto, sobre a Tese. Mas não estou.

Tento todos os subterfúgios. Textos diferentes, livros divertidos, programas babacas na TV, seriados teen, interação com outros humanos – esta foi um erro, sempre me esgota -, ressacas gigantescas, pedaladas, piscina, exaustão física, mato, comida. Minha mente não renova. Meu cérebro não reseta. Tá quebrado. Todas as dicas válidas para outrem, para mim de nada adianta. Sleep deprivation, esta nunca falha – até esta falhou. E quando durmo – 2, 6, 10 horas – não faz diferença, acordo como se não tivesse pregado o olho.

Não é o caso de “você precisa desligar um pouco da Tese”. É justamente o contrário. Meu cérebro está totalmente desligado e não consigo reconectá-lo. Vou tentar uma volta ao campo, como último recurso, vou acompanhar o festival dia 2, desejando que o contato com o objeto de pesquisa (embora no calor desumano) me acenda alguma faísca e me faça engatar a discussão final e as conexões entre os capítulos.

Repito também, na esperança de motivação, duas afirmações: a de que o tema é importante para as pessoas pesquisadas, e a de que eu sou uma das poucas pessoas que pesquisam isto no Brasil. Estas afirmações deveriam me motivar, mas o combustível não é suficiente, pois elas estão carregadas de uma responsabilidade que me bloqueia ainda mais pelo medo de não corresponder às expectativas. Eu deveria ter feito diferente, com mais afinco, mas não posso enganar a mim mesma, eu não faria diferente. Não sou do tipo motivada e empenhada. Talvez eu tenha sido, em algum momento do passado, e isso me permite reconhecer o quão longe do ideal minha capacidade atual me permite chegar. De certa forma é triste, pois é como falhar comigo mesma. Tento listar os achievements para não ficar tão na bad, e valorizá-los. Foram bons, mas não me bastam. Uma cobrança imposta pela crença de ser especial, alimentada na infância. Uma dura falácia que até hoje eu não lido bem. De qualquer forma, nada disso pode ser usado como desculpa para minha incapacidade de concluir um compromisso que me propus.

É dolorido, e parece que todas as minhas energias são dispersadas em coisas fúteis, tipo este texto desabafo desnecessário (?). Se ao menos toda esta energia fosse unidirecional, focada em escrever um texto coeso, com sentido, conectado, e que apresentasse uma tese válida. Que dolorido processo, saber a teoria e não conseguir praticar.

Não há atalho, eu sei. O caminho é este. Dia após dia. Repetição. Paciência. Rotina (que minha natureza de eterna busca pelo caos não permite estabelecer). Atingir a concentração e produzir. (Believe me, esta é a conclusão motivacional do texto.)

Se eu fizesse uma lista das coisas que me influenciaram, certamente este show estaria nela.

Na década de 90 – enquanto eu tentava lidar com as primeiras armadilhas da adolescência – existia na minha cidade natal uma videolocadora especializada em música. Entre os CDs e VHS disponíveis na Alphaveloca, este VHS certamente foi o que eu mais loquei (até conseguir um VCR emprestado e fazer uma “cópia não autorizada”).

E foi assim que eu me apaixonei pela atmosfera dark…

Assista: The Cure: In Orange – gravado no antigo teatro romano da província de Orange – França, em 9 de agosto de 1986.

(postagem original com o link do vídeo: Post-Punk.com)

Hannah Marshall carrega como marca estética o preto e branco, traduzido num profundo e lindo trabalho de arte.

Descobri ela através do Instagram, por conta das conexões com Romy (The XX) e Savages. O trabalho dela no Instagram apresenta uma bela composição de posts trípticos, Texto + Video + Foto.

FEATURE. I was asked to be involved in SEINE magazine, an annual print publication exploring women in their creative spaces. Featuring a series of interviews and portraits of influential and successful women in the arts, SEINE explores how the different spaces we inhabit can influence creative practice. “Since touring the world with her girlfriends band, Hannah Marshall left behind a successful career in fashion design and propelled herself into the music industry as a visual artist and creative director. It is apparent, however, that music has always been intrinsic in Marshall’s work. Predominantly known for her all-black aesthetic, she has previously designed bespoke clothing for musicians such as Savages, The xx, Florence Welch and Janet Jackson. With a strong focus on female musicians, Marshall has more recently directed her first music video.” Millie Grace Horton, SEINE magazine. Other women featured include: Annie Leibovitz, Katerina Jebb, Jane Birkin, Tallulah Harlech, Zoe Bedeaux, Alex Box, Antonia Marsh, Tati Compton, Julie Anne Stanzak, Amanda Harlech, Polly Brown, Anna Burns, Jessamine-Bliss Bell, Sarah Kathryn Cleaver, Drake Burnette, Claire Barrow, Rauwanne Northcott and Hannah Martin. Photo: Millie Grace Horton [@milliegracehorton for @seine.magazine] . . . . . #hannahmarshall #hannahmarshallvisualart #visualartist #visualart #creativedirector #blackminimalism #allblack #blackandwhite #monochrome #bw #bnw #womeninmusic #music #livemusic #seinemagazine

A post shared by HANNAH MARSHALL (@hannahmarshall_______) on