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Acabei de assistir o episódio final de Sense8.

Assisti com certa tristeza pelo cancelamento do seriado, mas não pude evitar alguns pensamentos… com certeza foi o seriado mais queer de audiência acessível que assisti nos últimos tempos.

Penso em como a menos de 2 décadas algo do universo lgbtq era bem mais restrito…

Sempre lembro e faço questão de pontuar como um avanço incrível aconteceu a partir dos anos 2000. Antes disso, tudo era bem mais difícil de acessar, em circuitos bem restritos.

Com Queer As Folk (versão USA 2000 – 2005) e The L Word (2004 – 2009) a tv cumpriu um de seus papéis sociais e naturalizou na tela os sentimentos de tanta gente ao redor do mundo, incluindo os meus, colocando em tela que é ok ser quem você é e gostar de quem(s) você gosta, independente do sexo e/ou gênero da(s) pessoa(s).

Incrível poder chegar num momento em que um seriado como Sense8 coloca tantas possibilidades de relacionamentos afetivos. ❤

Sense8 dá uma sensação de leveza e de esperança… de que é possível!!! (apesar de todo o retrocesso e intolerância que vivenciamos atualmente).

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(from: https://www.advocate.com/television/2017/6/01/fans-petition-netflix-bring-back-sense8-its-not-just-tv-show)

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[subculture] –

we look the same/we talk the same/we are the same/we are the same

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Exactitudes

Não consigo pensar em muitas coisas que toquem minha alma e movam minha vida tanto quanto a música. Na trilha sonora do dia a dia, algumas artistas atingiram um status tão importante na minha vida, ajudando a sobreviver em diferentes momentos. Para cada uma dessas mulheres fantásticas, gostaria de fazer um sincero agradecimento pessoalmente, felizmente para 2 eu  já consegui.

Iniciei o ano que morei em Amsterdam (nov/2014 – nov/2015) conhecendo uma pessoa fantasticamente criativa e culturalmente produtiva da atualidade, e encerrei meu período em terras europeias conhecendo outra musa inspiradora, ícone, de também grandioso destaque criativo.

Camille Berthomier (Jehnny Beth) e Patricia Lee Smith (Patti Smith), a meu ver, se assemelham em diversos aspectos da mais pura e sincera criatividade artística, com um ativismo inspirador e energético em tudo que se envolvem, mas, principalmente, se assemelham na bondade. Talvez, futuramente, se minha preguiça permitir, cada uma ganhe um post neste blog, pois a arte subversiva delas mexe com minha alma e forma parte do que sou.

As imagens do meu celular de péssima qualidade servem apenas como um registro para me lembrar dos momentos mágicos que pude compartilhar na presença delas, e da atenção com que ouviram o meu “thank you” e retornaram com sorriso no rosto e sinceridade, agradecendo a mim também.